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SALLUM, Marianne; BALANZÁTEGUI, Daniela; ROMERO, Valentina; W. SILLIMAN , Stephen; ESTEVAM, João. “A ARQUEOLOGIA SALVOU MINHA VIDA”: POR UMA PERSPECTIVA INDÍGENA E COLABORATIVA – ENTREVISTA COM NATASHA GAMBRELL. Revista Habitus – Revista do Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia, Goiânia, Brasil, v. 23, n. 3, 2026. DOI: 10.18224/hab.v23i3.15622.
RESUMO: A entrevista com Natasha Gambrell apresenta uma poderosa reflexão de uma jovem da Eastern Pequot Tribal Nation (EUA) sobre a luta pelo reconhecimento identitário e territorial de seu povo e sobre como a arte e a arqueologia contribuem nesse processo. Gambrell fala das tentativas de genocídio e da disputa pelo reconhecimento federal dos Eastern Pequot, destacando a arqueologia como estratégia vital para reafirmar a sua presença contínua no território. Professora e poeta, Natasha conecta poesia e ensino como formas de cura e persistência, para romper estereótipos sobre os povos Indígenas e fortalecer o orgulho entre os mais jovens. Um exemplo disso é a introdução da obrigatoriedade do ensino de literatura Nativa em Connecticut, que busca inserir perspectivas indígenas nos currículos escolares. A entrevista enfatiza a importância de relações éticas e verdadeiramente colaborativas entre pesquisadores e comunidades, defendendo parcerias baseadas no respeito e na escuta. Para Natasha, “a arqueologia salvou a minha vida”.