A linha de pesquisa sobre genealogias pretende investigar as interações e redes de parentesco e afinidade entre mulheres (mas não somente) Indígenas, Afrodescendentes e outras. Se vai desenvolver alguns casos, conectando o passado com o presente e vice e versa, em áreas do litoral de São Paulo, suas conexões com o interior e com algumas áreas de fora.
Ainda são incipientes no Brasil as pesquisas de genealogia na arqueologia histórica (cf. Peixoto, Noelli & Sallum, 2022; Noelli, Sallum & Peixoto, 2023). A genealogia construída coletivamente tem grande potencial para reconectar linhagens de transmissão de saberes interrompidos pelo colonialismo, usando múltiplas fontes (Breunlin, 2020). Espera-se, com essa abordagem, gerar informações inéditas de memória e registros históricos, destacando a redes de aliança e agência das mulheres Indígenas e Afrodescendentes na preservação dos saberes tradicionais e nas suas relações afetivas com os lugares.

Legenda: Pesquisa genealogia da família Gomes, Apiaí, Alto Vale do Ribeira. Na foto: Wendel Dalitesi (historiador UNIFESP/ARGPEL), Marina Gomes, Lúcia Aparecida, Cristina e Valdir.
Referências:
Breunlin, Rachel. 2020. Decolonizing Ways of Knowing: Heritage, Living Communities, and Indigenous Understandings of Place. Genealogy, 4 (3), 95: 2-28.
Noelli, Francisco, Sallum, Marianne, & Peixoto, Sílvia A. 2023. Archaeologies of gender, kinship, and mobility in Southeast Brazil: Genealogies of Tupiniquim women and the itinerancy of ceramic practices. Journal of Social Archaeology, 23 (2): 193-218.
Peixoto, Sílvia, Noelli, Francisco S., & Sallum, Marianne. 2022. De São Vicente a Jacarepaguá: uma genealogia de mulheres Tupiniquim e a Itinerância da Cerâmica Paulista. Cadernos do Lepaarq, 19 (37): 326–355.