Article: Women’s Lineages and Their Territories: Long- and Short-Term Histories in the Ribeira De Iguape Valley, Brazil

Author:
Marianne Sallum
Francisco Silva Noelli
Marina Gomes da Rosa Cordeiro
Wendel Alexander Daliesi Costa
Lucia Aparecida da Rosa

Abstract:

This article examines the genealogies and alliances of women potters from the Encapoeirado neighborhood, in the municipality of Apiaí, Ribeira Valley, State of São Paulo. It articulates memory, archaeology, and diverse documentary sources to trace ancestral relations among Indigenous, Black, and European peoples, some of which date back to the first half of the sixteenth century. The contemporary ceramicists—Lúcia Aparecida da Rosa, Marina Gomes da Rosa Cordeiro Custódia de Jesus da Cruz, and Ana de Andrade Rosa Gonçalves—descend from both long-standing and more recent lineages that share territorialities, kinship ties, knowledge systems, ceramic practices, and forest cultivation. The research revealed that these relationships began between Tupiniquim and Europeans and later, with non-Tupiniquim Indigenous peoples and individuals from the African Diaspora, generated descendants with diverse identities in the present, ensuring persistence in the face of slavery and the disruptions caused by colonialism. This research contributes to the pursuit of justice and the recognition of ancestral territorialities by: (i) building foundations useful in land tenure recognition processes for families who have been settled in Apiaí for 150 years or more; and (ii) bringing together archaeological information about Kaingang territoriality in the middle-upper Ribeira Valley, a population erased in historiography but with numerous individuals and descendant families who continue to persist in the region.

Acesse: https://www.researchsquare.com/article/rs-9868890/v1

Artigo: Linhagens de Mulheres e seus Territórios: Histórias de Longa e Curta Duração no Vale Ribeira de Iguape, Brasil

Resumo:

Este artigo examina as genealogias e alianças de mulheres ceramistas do bairro Encapoeirado, no município de Apiaí, Vale do Ribeira, estado de São Paulo. Articula memória, arqueologia e diversas fontes documentais para investigar relações ancestrais entre povos Indígenas, Negros e Europeus, algumas das quais remontam à primeira metade do século XVI.

As ceramistas contemporâneas — Lúcia Aparecida da Rosa, Marina Gomes da Rosa Cordeiro Custódia de Jesus da Cruz e Ana de Andrade Rosa Gonçalves — descendem de linhagens antigas e recentes que compartilham territorialidades, vínculos de parentesco, sistemas de conhecimento, práticas cerâmicas e o cultivo da floresta.

A pesquisa revelou que essas relações tiveram início entre Tupiniquim e Europeus e, posteriormente, com povos Indígenas não Tupiniquim e pessoas da Diáspora Africana, geraram descendentes com identidades diversas no presente, assegurando sua persistência diante da escravidão e das desestruturações provocadas pelo colonialismo.

Esta pesquisa contribui para a busca por justiça e para o reconhecimento das territorialidades ancestrais ao: (i) estabelecer fundamentos que podem subsidiar processos de reconhecimento da posse da terra por famílias estabelecidas em Apiaí há 150 anos ou mais; e (ii) reunir informações arqueológicas sobre a territorialidade Kaingang no Médio-Alto Vale do Ribeira, população apagada pela historiografia, mas cujos numerosos indivíduos e famílias descendentes continuam a persistir na região.

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